A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Tocantins e Maranhão, foi implodida e outra será construída no mesmo local. Essa nova estrutura receberá um sistema que deve monitorar as deformações e vibrações, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A previsão é de que essa nova ponte seja construída até o final de 2025, quando completará um ano do desabamento que deixou 14 pessoas mortas e três desaparecidas.
O DNIT informou que o monitoramento será remoto, mas ainda não há definição sobre o local onde a central será instalada. Esse será um projeto piloto, ou seja, a primeira vez que esse tipo de sistema será aplicado em uma ponte sob a responsabilidade do Departamento, podendo ser expandida para outras obras (veja nota completa abaixo).
O sistema faz um monitoramento por meio de sensores que identificam vibrações, inclinações e deformações da ponte. Segundo o DNIT, a indicação para instalações dos sensores e suas características serão definidas após estudo técnico. Uma empresa será contratada para implantar e operar o sistema.
Para que a nova ponte seja construída, as partes remanescentes da Juscelino Kubitschek tiveram que ser implodidas. A operação aconteceu na tarde do último domingo (2) e durou menos de 15 segundos. As estruturas receberam 250 kg de explosivos.
As máquinas já trabalham no local para fazer a retirada dos entulhos. Serão quebradas e retiradas 7,5 mil toneladas de concreto, asfalto e estrutura metálica. A próxima etapa após a implosão é a limpeza do local, por meio de uma técnica chamada de fragmentação mecanizada, que irá remover os escombros e o pilar que permaneceu em pé.


